04/02 | DIA MUNDIAL DO CÂNCER – EU SOU E EU VOU – FATORES DE RISCO

Quando falamos em saúde, os fatores de risco podem ser qualquer situação que expanda a probabilidade de ocorrência de uma doença. Portanto, quando relacionamos fatores de risco com o câncer de mama, estamos falando também de várias outras doenças.

Ainda não existe uma precisão entre os fatores que relacione o surgimento da doença, o que se sabe é que existem fatores de riscos modificáveis e não modificáveis que têm relação direta com as chances de uma pessoa desenvolver o câncer de mama.

Existem diversas maneiras de reduzir a probabilidade de se desenvolver câncer ao longo da vida e elas estão acessíveis a todas as pessoas. A maioria dessas formas estão aliadas a um estilo de vida saudável – como um dieta balanceada aliada a exercícios físicos, por exemplo – e comportamentos preventivos relacionados à saúde – como a realização de exames de rotina e vacinas.

OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

FATORES DE RISCO NÃO MODIFICÁVEIS

Idade: Mulheres a partir dos 35 anos apresentam um risco maior devido às alterações biológicas e o próprio envelhecimento.

Menstruação Precoce e Menopausa Tardia: O risco para essas mulheres aumenta porque elas menstruam mais vezes ao longo da vida. A menstruação expõe a mulher aos hormônios estrogênio e progesterona, que estimulam as células da glândula mamária a ser reproduzir. Considera-se a menstruação menor que 12 anos e menopausa depois dos 55 anos.

Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos: As gestações e engravidar enquanto jovem pode reduzir o risco do câncer de mama, mas os efeitos disso são diferentes para diferentes tipos de câncer de mama.

Histórico Familiar: Mulheres com histórico de câncer na família em parentes de primeiro grau devem iniciar realização de exames dez anos antes da idade que a parente tinha ao detectar o tumor. Por exemplo, se uma mulher teve um câncer de mama aos 37 anos, sua filha deve iniciar as investigações e fazer o acompanhamento anual a partir dos 27 anos. O médico solicitará os exames mais apropriados em cada caso.

FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS

Tabagismo:: A associação do fumo ao câncer de mama ocorre porque muitas substâncias cancerígenas presentes no cigarro são absorvidas pelo organismo e possuem efeito sistêmico. Ou seja, embora o efeito seja maior nas vias respiratórias, pulmões e trato urinário, o efeito nocivo do cigarro atinge todo o organismo.

Consumo de álcool: Os riscos aumentam de acordo com a quantidade de álcool ingerida. Mulheres que consomem 1 bebida alcoólica por dia têm um aumento de cerca de 7% a 10% no risco em comparação com as que não bebem, enquanto as mulheres que consomem 2 a 3 doses por dia têm risco cerca de 20% maior do que as que não bebem.

Sedentarismo: Manter atividades físicas regulares pode reduzir o risco de câncer de mama devido aos seus efeitos no peso corporal, inflamação, hormônios e equilíbrio energético. Estudos mostram que se exercitar até mesmo algumas horas semanais pode ser útil.

Obesidade: Após a pausa da produção de estrogênio pelos ovários, durante a menopausa, a maior parte do estrogênio da mulher vem do tecido adiposo, que em grande quantidade pode aumentar os níveis do hormônio e aumentar sua chance de desenvolver câncer de mama. Além disso, as mulheres com sobrepeso tendem a apresentar níveis mais elevados de insulina no sangue, e isto tem sido associado inclusive com câncer de mama.

FATORES AMBIENTAIS

Estrogênio: Esse hormônio está presente principalmente nas pílulas anticoncepcionais, no entanto a dose presente nos medicamentos atuais não são suficientes para provocar o aumento no risco para o câncer de mama.

Exposição à radiação ionizante ou ultravioleta: Esse fator refere-se a frequência e doses de radiação que, em níveis elevados, podem danificar células e eventualmente causar câncer. A radioterapia é um tipo de tratamento que utiliza radiações especiais para causar danos nas células cancerígenas, devido a alta tecnologia aplicada atualmente existe grande improbabilidade do desenvolvimento de câncer. Também alertamos que a realização de exames de rotina como raio-x não causam câncer e precisam ser realizados conforme orientação médica. 

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Conteúdo publicado pela FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, acessado em 29 de janeiro de 2021.

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